Twortal (agregador de twitters)
Novembro 29, 2009 at 10:38 pm | In mídias sociais, sociedade | Leave a CommentTags: sociedade, tweet, mídias sociais
Sou um twitteiro novo, #noob até, fiquei relutante ao seu uso por muito tempo, assim como ao msn. Primeiro por não ver serventia em tal serviço. Lá tem uma pergunta sobre o que você está fazendo agora e um campo com 140 caracteres para informar. Ou os criadores do serviço em um abençoado insight acharam ou tinham certeza que muitas pessoas não tinham nada pra fazer e iam querer gastar seu tempo sabendo que as outras estavam fazendo a qualquer momento ou foi apenas um tiro no escuro. Prefiro pensar na primeira suposição. Nem tão radical como Saramago que acha que estamos caminhando para a era do grunido só porque ele tem o nobel, eloquência em frases de mais de duas, três linhas que sempre prendem nossa atenção em seus livros mas também não vejo twitter como a nova descoberta da roda ou do e-mail, wave?; penso que serve apenas para fins midiáticos mesmo, marketing pesado, com alcance exponencial fora isso parece mais como uma troca de scraps, tipo no orkut. Por isso não são poucas as vezes que o conceito do microblogging acaba sendo confundido como mensagens instantâneas. Sei que a plataforma é muito mais que isso, ainda não conheço nada, tenho poucos seguidores e sigo poucos também e também são poucos meus tweets :) De início seguia serviços como busca descontos, desconto de passagens aéreas e até o dos @sãopaulinos. Agora começo interagir melhor com o serviço. Hoje então conheci o twortal a idéia é antiga mas o contexto inovador, trata-se de uma espécie de agregador de tweeters, como um reader da vida. É util pois os tweets ficam classificados em grandes grupos como economia, esportes, saúde, etc.
Sobre autonomia universitária
Novembro 19, 2009 at 1:27 am | In Legislação, Serviço Público, gestão universitária, sociedade | Leave a CommentTags: Serviço Público, Legislação, sociedade, gestão universitária
O caminho tem sido longo e as dificuldades que as organizações de ensino enfrentam para alcançar a tão almejada autonomia datam da época do império com a criação dos primeiros cursos e academias. No artigo Aspectos Jurídicos da Autonomia Universitária no Brasil, baseado no livro Autonomia Universitária, datados de 1995 e 1994 respectivamente, escritos por Nina Beatriz Stocco Ranieri, encontramos uma linha do tempo marcando todas as disposições legais acerca do ensino superior em nosso país.
Tendo já vigorado mais de cinco constituições, a questão ainda é sempre recorrente como podemos ver nas palavras da própria autora “No Brasil, o tema da conceituação legal da autonomia universitária, do seu âmbito e dos seus limites, é recorrente e, aparentemente, inesgotável”.
De antemão, para melhor compreensão do texto e em favor à objetividade, a autora buscou logo tratar do mais obvio que seria a explicação do significado de “autonomia”, que de sua explanação tiramos que, em se tratando da administração pública, é a faculdade de se autogovernar e autolegislar.
A proposição inicial do trabalho é mostrar a evolução da autonomia universitária por meio do apontamento dos dispositivos legais. Para isso Ranieri estrutura seu texto em quatro seções, inserindo nelas uma progressão cronológica dos marcos legais partindo do Ato Adicional de 1834 até a Lei 9.394/96 sobre as diretrizes e bases da educação.
A partir disso observo que não se percebem muito juízos de opiniões no discorrer do assunto, senão argumentos em forma de rememoração dos dispositivos legais, que por si só, já proporcionam ao leitor vasto enriquecimento no sentido da compreensão do atual contexto do ensino superior. Por exemplo, em certa altura ela nos mostra o início da metodologia de admissão ao ensino superior por meio de testes de conhecimento, os precursores dos exames vestibulares, acabando com os privilégios dos colégios equiparados. Entendo que desde esse momento nota-se a tendência do estado em optar por uma política intervencionista para adequar as necessidades do povo ao seu tamanho e não expandir seu tamanho para atender ao povo, em outra situação nos relata a criação do Ministério da Educação e Cultura em 1930.
Outra ideia que fica bastante explícita é a questão do corporativismo e a frequente edição de normativas em prol de interesses outros, que não o da coletividade. Lidar com seu próprio tamanho talvez seja a maior dificuldade da administração brasileira ao gerir serviços do estado, um país continente com fortes traços centralizadores em quaisquer meios que se possa imaginar. Disso vê-se as constantes alterações de poderes entre o poder central e os estados a exemplo do sistema de ensino de São Paulo que em 1934, criou a USP “A organização original da Universidade de São Paulo a diferenciou do conjunto das instituições de ensino superior e a distanciou da política de exemplaridade e dos controles fixados pelo governo federal”. Pouco antes com a Reforma Rocha Vaz houve alteração na legislação novamente para reforçar o controle ideológico do governo, tentando frear o que viria a ser a revolução de 1930. Além desses argumentos, ela adiciona ainda, talvez o carro chefe de seu artigo, a questão da falsa autonomia. Onde os demais leitores certamente hão de concordar, pois ela nunca foi conseguida no seu todo, ficando parte sempre prejudicada, em que pese a financeira, que por imposição de mecanismos constituintes próprios lhes aplica as mesmas restrições dispensadas aos demais entes públicos, como se da mesma natureza elas fossem, como é possível notar em “… limites impostos à autonomia das universidades provêm diretamente da Constituição, sendo limites genéricos aqueles que decorrem dos princípios fundamentais do Estado brasileiro, dos direitos e garantias individuais, dos princípios educacionais expressos no art. 206 etc.; e os limites específicos são os indicados no próprio art. 207”.
Das inferências contidas no trabalho em questão, percebe-se logo que a causa não é recente, tão pouco são incipientes as tentativas de garantirem melhores condições de operacionalização às entidades que trabalham educação superior. É nesse sentido que o trabalho da autora ganha crédito, pois não fica somente no debate ideológico ou filosófico, mas aponta os ordenamentos jurídicos e sua troca de competências e atribuições entre os partícipes da questão.
Endossando Dilvo Ristoff, as universidades, hoje, passam por três grandes crises: crise financeira, crise do elitismo e crise de modelo. Neste trabalho de Ranieri, datado de meados da década passada, infelizmente não contempla as últimas mudanças na educação superior brasileira, que tem experimentado algumas mudanças, a exemplo da expansão e interiorização com a criação de várias universidades federais e adoção de estruturas multi-campi. Nesta estrutura multi-campi a necessidade de autonomia se torna ainda mais urgente, pois ao desconcentrar e manter somente uma pessoa jurídica, os entraves operacionais e burocrático sempre se sobressaem. Portanto esta discussão precisa abranger as diversas dimensões da autonomia, quer seja política, a administrativa, financeira, didática, disciplinar, etc. Contudo no atual sistema pautado no art. 207 (CF/88) e na LDB/96 contemplam autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, porém tal fato não significa independência, tão pouco soberania, pois a forma jurídica destas instituições, hoje, às prendem nos mesmos mecanismos burocráticos a que se sujeitam as demais organizações.
Idéias que mereçem ser espalhadas
Outubro 17, 2009 at 12:32 am | In Pessoal, sociedade, vale a pena ver | Leave a CommentTags: sociedade, vale a pena ver
Quanta informação pode haver na web? Querer responder essa pergunta é sonhar demais. Nem os mais famintos por conhecimento e informações conseguem acompanhar as novidades que caem na rede, mesmo com todo aquele tempo livre. Ainda mais em tempos de web 2.0 e mídias sociais.
Pois então, me considero já com uma certa fluência tecnológica, no entanto, somente hoje é que tive conhecimento de uma rede chamada TED (Tecnologia, Entretenimento e Design) era um pequeno evento com início em 1984 reunindo diversos pensadores para falar sobre suas melhores idéias. Então esse trabalho tem sido disponibilizado no site do TED. Andei vendo algumas palestras e recomendo a todos, as palestras são em inglẽs no entanto há um trabalho voluntário para tradução e já contam mais de 180 que podem ser vistas e ouvidas em pt_BR.
Agora acabo de ver uma palestra de Lakshmi Pratury que fala sobre a arte perdida de escrever cartas. No vídeo ela fala sobre os últimos escritos que seu pai fez para ela, quando por exemplo o pai lhe faz observações sobre a personalidade da filha, pontos onde ela precisa melhorar e elogia outros. O vídeo é curto mas inspirador. Vale a pena conferir.
">A arte perdida de escrever cartas
Dentre algumas ações do TED tem o TEDx que assim como aquela mesma idéia de descentralização do FSM, está apoiando a realização de evetos em outras cidades mundo afora, com os pensadores locais. Aqui no Brasil teremos o TEDx São Paulo com data marcada para 14 de novembro, próximo. Com entrada 0800!!!!!!!!!
Deu vontade de usar o voefácil. rsrs
Ahh sim, vi no site também que, a cada ano, o TED disponibiliza 100 mil dolares para um pensador de destaque espalhar sua idéia ideia.
Vale a pena conferir.
Diálogos de banheiro
Setembro 7, 2008 at 12:45 am | In Tosquices | Leave a CommentTags: cotidiano, sociedade
Passando propaganda política na tv e o casal tomando banho. A amiga da sala grita, perguntando o que é homofobia e que um candidato a vereador disse que vai lutar contra esse bicho aí.
A esposa, estudante universitária, enquanto se esfrega, explica ao marido que homofobia é medo de homem, no que o marido, a contradiz explicando que isso significa aversão ao homosexualismo. Inicia-se aí um diálogo que o vizinho que vos escreve não conseguiu memorizar por completo. O marido seguiu teimando, afirmando novamente que ela estava errada; e ela com muito mais entonação e naturalidade explicando que já estudou sobre isso e que isso é quando a menina apanha muito do pai que passa a ter medo de homem e por isso que é homofobia, que é algo involuntário dela, que é uma fobia. A moça da sala sorri mais alto de algum candidato novamente. A esposa diz que existe um outro nome pro caso da intolerância, preconceito contra relação de homem com homem e mulher com mulher, mas homofobia não é. Porque se fosse assim, ia existir negrofobia…
O ouvinte aqui só fez morrer de sorrir.
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