Curso Temas Atuais na Educação Superior – UFT

Espaço reservado para as atividades do curso sobre temas atuais da Educação Superior.  Ofertado pela Universidade Federal do Tocantins.

 

Exercício – Webquest 1

 

 

O que é a UAB?

 

É uma iniciativa do governo federal, onde temos institucionalizado a oferta do ensino superior a distância e de forma integrada entre várias instituições de ensino nas esferas estadual e federal.  Os cursos são financiados pela Capes, que é a responsável por tais políticas no ambito do governo federal, que acaba delegando (descentralizando) recursos com base em projetos e planos de trabalhos com produto final bem definido.

 

Muito do que é produzido nesse sistema está sob licenças que permitem a replicação em diversos cursos, assim, a UAB proporciona uma integração de fácil colaboração entre aquelas instituições com maior ‘know how’ e outras que ainda não estejam tão bem preparadas.

 

Na rede federal, os recursos operacionais de custeio são repassados à instituição que ofertará o curso e as bolsas, que nesse contexto, são a forma de remunerar os atores do processo são centralizadas na CAPES.   Entendo como um processo interessante, mas com alguns vícios que dificultam a realização do trabalho.  Por exemplo, se há a seleção de um colaborador (tutor, professor-conteúdista, etc) que não tenha vínculo com o governo federal, há uma dificuldade em arcar com as despeas por exemplo de diárias e passagens para os encontros presenciais ou para fins de orientação.  Além do mais há uma certa insegurança com a não criação de vínculo empregatício onde se tem as bolsas.

 

Que papel o tutor desempenha no sistema UAB?

 

Durante a pesquisa, me deparei com esse link, que para mim, que não sou da área da educação, foi bastante esclarecedor do impasse da figura do tutor:

 

Um dos principais problemas enfrentados pela Educação a Distância no Brasil é a situação dos tutores.

 

A escolha da palavra já é infeliz. Para Bruno e Lemgruber (2009), a nomenclatura deveria ser descartada ou reconceituada:

 

estamos, intencionalmente, utilizando o termo professor-tutor por considerarmos que o tutor a distância é também um docente e não simplesmente um animador ou monitor neste processo, e muito menos um repassador de pacotes instrucionais. Este profissional, como mediador pedagógico do processo de ensino e de aprendizagem, é aquele que também assume a docência e, portanto, deve ter plenas condições de mediar conteúdos e intervir para a aprendizagem. Por isso, na prática, o professor-tutor é um docente que deve possuir domínio tanto tecnológico quanto didático, de conteúdo.

 

[…]

 

[não se justifica] a denominação de tutoria, que descaracteriza a função docente para profissionais que assumem a mediação pedagógica.”

 

Nesse sentido, é possível falar em precarização do trabalho docente na EaD:

 

É notável, sem dúvida, certa perversidade no tocante a essa pluralidade na docência, pois denota tanto a diluição do papel e da função do professor, quanto pode promover a desprofissionalização docente, na medida em que suas ações são retalhadas, fragmentadas e com elas todo o processo de ensino e de aprendizagem.”

 

Outra questão que reforça o rebaixamento do trabalho docente é a remuneração extremamente baixa que um tutor recebe por exemplo na UAB, além de essa remuneração se caracterizar como bolsa de duração limitada, o que não promove vinculação entre o tutor e a instituição. Como indicam Lapa e Pretto (2010), essa não institucionalização do trabalho docente caracteriza o trabalho dos tutores na UAB, contratados em regime precário para desempenhar o papel de professor, descrito em resoluções que:

 

enquadram esses profissionais como bolsistas, não lhes dando nem mesmo o direito a declaração de trabalho mencionando a função ‘professor’, evitando com isso a consolidação de vínculos empregatícios e a sua inserção na categoria simbólica de profissionais da educação. Em síntese, nessas condições, o que se tem é uma enorme precarização do trabalho docente, que se desdobra, na prática, entre outras coisas, por meio da baixa remuneração, que acaba por excluir profissionais qualificados, e da falta de reconhecimento profissional.”

 

Fonte: http://moocead.blogspot.com.br/2012/11/modelos-em-ead-tutoria.html

 

Como trabalhar para evitar evasão nos cursos a distâncias?

 

A EAD não é para qualquer um, já ouvi isso algumas vezes, dizem que só serve para quem é já bem disciplinado.  Nesse rumo também já vi questionamentos sobre que tipo de cursos podem ser feitos a distância, seria possível fazer uma graduação em engenharia ou medicina a distância?

 

Penso que tudo isso está intrínssecamente relacionado à abordagem metodológica e o trabalho que aqui chamo de ‘corpo-a-corpo’ para evitar evasão e maximizar os resultados esperados.

 

Concomitante com este curso estou participando de um outro nos moldes dos MOOCs (Cursos abertos massivos e online) em uma tradução livre.  Diferentemente desse nosso, ontem temos poucos alunos.  Nesse Mooc, se inscreveram mais de 5 mil pessoas de várias partes do mundo.  De cara já é de se esperar, como são cursos em grande escala, que a evasão também seja grande. E de fato podemos observar que são de fato.

 

A abordagem desses cursos massivos, que em sua grande parte são ofertados na plataforma www.coursera.org seguem a ideia da sociedade em rede, onde a colaboração entre os alunos, os debates são tão importantes quando a própria avaliação.  Tanto que alguns cursos fornecem o certificado com o opção de notas ou não.  O curso que estou fazendo é de estatística e os exercícios são corrigidos automáticamente, de forma bastante interessante, pois não sei como conseguem, já que nem sempre há uma homogeneidade entre as respostas e o sistema de “autograde” consegue entender, se enviarmos os exercícios no padrão fornecido previamente.

 

Acredito que uma abordagem que se adequaria seria o Conectivismo.   Conforme explicado nesse artigo:

 

Face à incapacidade das teorias de aprendizagem mais usadas no desenho de ambientes instrucionais (O  Behaviorismo, o Cognitivismo e o Construtivismo) de darem resposta à nova realidade imposta pelo avanço da tecnologia e que se traduz nas mais variadas formas de comunicação e aprendizagem formal, informal e não formal, Siemens (2004) propõe uma alternativa para a era digital, o Conectivismo como nova teoria da aprendizagem.

 

 

 

Referências:

 

 

 

 

 

 

 

 

1 Comentário »

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  1. Poxa Rogério, estou mesmo feliz com seu blog. Muito criativo, com suas idéias articuladas com suas pesquisas. Essa era exatamente a proposta!
    Parabéns!


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